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Quatro cidades paraibanas estão na lista dos municípios brasileiros com menos de 100 mil habitantes que registraram as maiores incidências de casos prováveis de dengue este ano. Segundo o Ministério da Saúde, até a primeira semana de dezembro a cidade de Coremas tinha uma incidência de 7.080,3 casos para cada 100 mil habitantes, a maior do país.


Em segundo lugar no ranking está São Simão, em Goiás, com índice de 7.070. Em seguida estão outras três cidades da Paraíba: Baraúnas (6.934,4), Sossêgo (5.830,5) e Lastro (5.456,5). Para efeito comparativo, o índice de João Pessoa é de 326,1 casos para cada 100 mil habitantes, o que coloca a cidade no terceiro lugar entre os municípios do seu porte. O índice estadual da Paraíba foi de 271 no período analisado.

Na análise do gerente operacional de Vigilância Ambiental da Secretaria Estadual de Saúde, Geraldo Moreira, o gerador da incidência de dengue ainda é o mesmo: falta de cuidado no armazenamento de água. E a situação é ainda mais complicada em cidades com pouca água, onde é necessário fazer armazenamento para os períodos sem água na torneira. “É inevitável onde se tem a falta de água, o armazenamento inadequado gerar a reprodução do mosquito Aedes Aegypti”, observa.

A líder no ranking da dengue confirma essa teoria. Esse ano, Coremas registrou 619,4 milímetros de chuvas, volume quase 30% da média histórica. Dois reservatórios de água ficam na cidade, ambos em situação preocupantes: o Açude Coremas está com apenas 10% de seu volume e o Mãe D’Água, com apenas 6%, de acordo com dados da Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa).

Cresce número de mortes

A quantidade de mortes por dengue confirmadas pulou de 4 em 2017 para 13 este ano, segundo o relatório do Ministério. Os números acompanham a tendência apontada pelos casos da doença com sinais de alarme: que foram 18 ano passado contra 133 este ano. Enquanto 14 pessoas tiveram o quadro grave de dengue este ano na Paraíba, apenas um caso desse tipo foi registrado ano passado.

Também houve crescimento no número de casos prováveis de doença aguda pelo vírus Zika na Paraíba, chegando a 8,9 casos por 100 mil habitantes, número 206,8% superior aos registros de 2017. Foram registrados 354 casos prováveis da doença.

Geraldo alerta: “o mosquito continua matando da mesma forma”. “Além de matar, ainda tem as consequências: a chikungunya deixa as pessoas até três anos com problema de locomoção e zika com todos os problemas que nós já conhecemos”, alerta.

Febre chikungunya cai

Já os casos prováveis de febre chikungunya tiveram uma queda significativa nos registros, com 2,9 casos por 100 mil habitantes, índice 41% menor do que em 2017. Apenas três casos foram confirmados e mais dois seguem em investigação.