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Os Guedes - O ex-governador Wilson Leite Braga, que completa, hoje, 88 anos de idade e que, por muito tempo, posou como campeão de votos na Paraíba, perdeu duas eleições ao Senado – a primeira, em 86, para o empresário Raimundo Lira, que concorreu pelo PMDB e a segunda, em 2002, para Efraim Morais, do então PFL, hoje DEM. A derrota em 86 foi particularmente dolorosa para Wilson. Em 82 ele havia batido Antônio Mariz na disputa pelo governo por uma diferença de 151 mil votos e parecia estar inaugurando um ciclo hegemônico no cenário da política estadual, à frente de um esquema influente cevado na máquina administrativa e na máquina partidária. Em declarações a jornalistas, após a vitória de Humberto Lucena e Raimundo Lira ao Senado em 86, Wilson atribuiu sua derrota ao “vendaval mudancista”, referindo-se ao impacto do Plano Cruzado, lançado pelo governo do presidente José Sarney, que favoreceu candidatos do PMDB e moeu favoritos como ele e Roberto Magalhães em Pernambuco.

O fato de, também, ter se dedicado à campanha para o governo com afinco, enfeixando praticamente todas as decisões em torno da candidatura de Marcondes Gadelha, que foi derrotado por Tarcísio Burity por quase 300 mil votos de diferença, teria contribuído para o revés, mas, nesse ponto, ele se defendeu com o argumento de que demonstrou não agir de forma individualista e ter espírito de conjunto. Num desabafo com pessoas do seu círculo, queixou-se de ingratidão de correligionários, detentores de mandatos, que usufruíram do seu governo e tiveram uma ou outra pretensão desatendida. Esses aliados, por represália, não teriam se empenhado nessa batalha. “Foi a repetição da velha estória: quem faz noventa e nove mas não completa cem, nada fez”. Em certa medida, sentiu-se “injustiçado” pelo povo. Num depoimento ao semanário “A Carta”, Wilson chegou a enfatizar: “Mas não fui o primeiro nem serei o último. A Paraíba já derrotou, em eleições, José Américo de Almeida, Argemiro de Figueiredo, Alcides Carneiro, Assis Chateaubriand, Ruy Carneiro e Pedro Gondim. Nem por isso eles foram menos amados e honrados. São acidentes de percurso, consequências de incompreensões circunstanciais, herança de climas emocionais, como o desejo de mudança que hoje motiva o país”.

Wilson fez essas declarações para deixar registrado que o revés não o levaria a abandonar a atividade política. Foi quando acentuou: “Gosto de política, gosto do povo, sou do ramo. O tempo vai mostrar que fiz um dos melhores governos da Paraíba, dando ao social a prioridade que prometi e sempre considerei imprescindível”. Wilson, que nos últimos dias teve problemas de saúde e foi internado em hospital de João Pessoa, recebendo alta a tempo de celebrar o aniversário, foi novamente derrotado ao Senado, agora em 2002, numa outra conjuntura. Mas, além de governador, destacou-se como deputado estadual, deputado federal, prefeito de João Pessoa e chegou a ser vereador pela Capital paraibana. Sempre foi encarado como um “animal político” e, no campo da habilidade, como “uma águia”, tanto assim que na disputa presidencial de 1985, por via indireta, apoiou Mário Andreazza dentro do PDS, fechou com Paulo Maluf no Colégio Eleitoral quando este derrotou Andreazza e conseguiu migrar para o PFL, resultante da Aliança Democrática formada por Tancredo Neves, em quem Braga não votou, e por José Sarney, dissidente do regime militar.

Aliás, em relação a Tancredo Neves, que não logrou ser empossado como presidente da República devido a problemas de saúde que o conduziram a uma via-crúcis e à morte nas vésperas da investidura, Wilson Braga sustentou uma acirrada emulação quando ambos eram governadores – da Paraíba e de Minas Gerais, respectivamente. Wilson, em entrevista a jornais do Sul, acusou Minas Gerais de ser “gigolô da economia nacional” e ameaçou propor, em reunião do Conselho Deliberativo da Sudene, propor a retirada do Estado do plenário daquela autarquia, justificando que “Minas suga dos Estados mais pobres e não dá nada em troca”. Foi uma reação de Wilson a uma declaração infeliz de Tancredo Neves chamando o PDS de “partido nordestino, do atraso” por ter vencido as eleições apenas em Estados desta região, enquanto o PMDB conquistara os governos de Estados detentores dos números mais expressivos do PIB – Produto Interno Bruto. As divergências no plano nacional não impediram Wilson de tentar se compor com o PMDB na Paraíba, tendo como interlocutor o senador Humberto Lucena. Chegou a apoiar a candidatura do médico Carneiro Arnaud a prefeito de João Pessoa em 85, indicando Cabral Batista como candidato a vice. A chapa derrotou a candidatura de Marcus Odilon Ribeiro Coutinho, apoiada por Tarcísio Burity, mas o chamado “acordão” esperado por Braga não teve desdobramento em 86, quando ele perdeu o Senado e PMDB e PDS voltaram a se enfrentar no Estado.

 

Nonato Guedes