Pesquisa no Blog

Pesquisa no Google

 
bove=""

 

PADRE DJACY BRASILEIRO

NA LUTA CONSTANTE EM FAVOR

DA CLASSE MENOS FAVORECIDA 

Rádio Web

KM JUREMA

Org. Pauliano Tomaz

Art Regina, Art com Grafite

Comunicação Audiovisual -Tavares/PB.

 Fone: (83) 9 9869-8213. Hélio Mendes.

STAR FOTO E VÍDEO

 

By Fábio Arrud@&Silvan@

Praça Coronel José Pereira -04

Centro-Princesa Isabel - PB

CONTATO: 041 83 999463213

         FECEBOOK

Preso, Temer é alvo de dez investigações. Veja todas as acusações contra o ex-presidente

Preso, Temer é alvo de dez investigações. Veja todas as acusações contra o ex-presidente

Congresso em FocoSegundo ex-presidente da República preso por corrupção no...

STJ acolhe recurso e João de Deus será transferido para hospital de Goiânia

STJ acolhe recurso e João de Deus será transferido para hospital de Goiânia

João de Deus será transferido para o Instituto de Neurologia de Goiânia ou outro hospital...

Dono do Manaíra Shopping é preso na 3ª fase da ‘Operação Xeque-Mate’ em JP

Dono do Manaíra Shopping é preso na 3ª fase da ‘Operação Xeque-Mate’ em JP

A Polícia Federal na Paraíba e o GAECO/MP/PB, com o auxílio da Controladoria-Geral da...

FUNDAÇÃO LEMANN REALIZA PRIMEIRA FORMAÇÃO PEDAGÓGICA EM PRINCESA ISABEL

FUNDAÇÃO LEMANN REALIZA PRIMEIRA FORMAÇÃO PEDAGÓGICA EM PRINCESA ISABEL

Representantes da Fundação Lemann desembarcaram em Princesa Isabel nesta...

Tabira: motoristas reclamam do trânsito e ameaçam protesto

Tabira: motoristas reclamam do trânsito e ameaçam protesto

Por Nill JúniorNada contra o disciplinamento do trânsito. Tudo contra o que...

 

Uma decisão do juiz Teomar Almeida de Oliveira, da 1ª Vara Criminal da comarca de Senhor do Bonfim, será tema de matéria do programa Fantástico, da Rede Globo.
 
A sentença em versos rimados, sobre quem era o verdadeiro dono de uma sanfona, já havia ganhado destaque na imprensa baiana.  O litígio envolveu dois sanfoneiros, que diziam ser os proprietários do instrumento.Teomar é natural da cidade de Nova Olinda, no Vale do Piancó.
 
As gravações foram feitas nesta última semana em Senhor do Bonfim, com sanfoneiro o Nivaldo do Acordeon, que ganhou a causa; com o Delegado de Polícia, Felipe Neri, e o magistrado, que prolatou a decisão em prosas, denominada informalmente de “Habeas Fole”, para tirar a sanfona da cadeia.
 
A matéria, que pode ir ao ar neste domingo, também terá a participação das cantoras paraibanas Lucy Alves e Elba Ramalho.
 
A disputa começou quando o sanfoneiro Renato Cigano, que mora em São Paulo, foi até a delegacia de Senhor do Bonfim para reivindicar a posse do instrumento usado por Nivaldo Amaro de Araújo, o Nivaldo do Acordeon. Ele teve a safona roubada há três anos e, após ver a sanfona de Nivaldo nas redes sociais, acreditou ser a mesma furtada.
 
A sanfona foi “presa” na delegacia até o final da apuração dos fatos. Nivaldo apresentou documento de compra e venda, comprovando a propriedade da mesma. Com a prova, concluiu-se o processo.
 
Admirador do som do instrumento e fã de Luiz Gonzaga e da cultura musical nordestina, o juiz Teomar disse que a ideia da poesia da Sanfona surgiu a partir de todo um contexto histórico da origem da sanfona, inserida em uma contenda jurídica, disputada pelos dois grandes sanfoneiros.
 
Natural do município de Nova Olinda-PB, ele ingressou na magistratura baiana em 2013, inicialmente na comarca de Jacaraci, e depois Itapicuru, com substituição em Coração de Maria. Em abril de 2017, chegou a Senhor do Bonfim, e, em menos de um ano, foi agraciado com o título de “cidadão bonfinense”, pelos vereadores da denominada "capital baiana do forró”.
 
                Decisão
 
No embalo da emoção
Sanfoneiros pedem aquela sanfona velha
Que um dia já foi bela
Hoje ela é castigada, afastada da canção
Condenada a viver gelada
No banheiro da prisão
 
E o sanfoneiro engaiolado
Sem a voz, os dedos e o pulmão
Distante da sanfona velha
Seu maior bem de estimação
Espera que o Juiz diga qual o querelado
Que levará a sanfona do povo junto ao seu coração
 
Não há mais tempo de espera
Para uma decisão que preste
O povo está desolado
Por ver o maior símbolo do Nordeste
Que despontou numa tapera
Como um pássaro engaiolado
 
De tão simples instrumento
Das cantigas do sertão, xote, xaxado e baiãoPassou à relíquia sem documentoDe disputa encarecida, cobiçada no momentoQue chega a envergonhar o nosso Rei GonzagãoQuando disse outro dia que o jumento é nosso irmão
 
Pobre sanfona do povo
Pagando o que não deve
Como qualquer prisioneiro
Presa por ser a rainha do Nordeste e do Sertão
Não pode mais permanecer
Como adorno de banheiro de masmorra da prisão
 
Não sei quem é o proprietário
Mas, o possuidor do melhor documento (fls. 62)
É presumido o signatário
Dono daquele instrumento
Ficando com o direito
De recebê-la no peito como fiel depositário
 
Não decido por decidir
Mas, por a lei me permitir (art. 120, § 4º, CPP)
Colocar em suas mãos
Que outrora foi tirada, do povo e dos cidadãos
Sem piedade e compaixão
Aquela sanfona velha que imortalizou Gonzagão
 
Nilvado o direito é seu, como fiel depositário
Visto o seu opositor não ter provado o contrário
Até que se finde a contenda
Delegado me atenda
Como da outra vez foi buscar
A bela sanfona do povo, vá agora entregar
 
E para finalizar
Hei por bem declarar
Que fui competente para buscar
Sou também para entregarCumpra-se, sem titubear.
 
Fonte: www.amab.com.br