Suspeitos pela morte de cabeleireiro em São Paulo são presos no sertão da Paraíba
Betto foi encontrado amordaçado, com punhos e joelhos amarrados por fios e com sinais de asfixia, no sobrado onde morava, no Alto de Pinheiros, zona oeste de São Paulo, no último sábado, 22.
Conforme a SSP, em breve, os suspeitos serão encaminhados à capital paulista para prosseguimento dos trabalhos de polícia judiciária.
Os jovens Aércio Leonardo de Sousa, de 25 anos, e Claudinei Barreto da Silva, de 19 anos, estavam foragidos pela Justiça desde a última quarta-feira (26).
Testemunhas informaram à Polícia Civil sobre a existência de relacionamento amoroso entre a vítima e Aércio Leonardo.l
Relembre o caso
O crime ocorreu na residência de Betto. De acordo com o boletim de ocorrência, obtido pelo Estadão, o cabeleireiro saiu de casa por volta da 1h40 de sábado e retornou pouco depois, às 2h13. Ele estava em um Hyundai/HB20 preto.
Algumas horas depois, às 5h53, uma câmera de segurança registrou o momento em que dois suspeitos abriram o portão frontal da casa e deixaram o local a pé.
O corpo de Betto foi encontrado na tarde de sábado por amigos, que foram até o imóvel após não conseguirem contato com ele. A vítima estava amordaçada, com punhos e joelhos amarrados por fios e apresentava sinais de asfixia.
Quem era Betto Silveira?
Nascido em Garça, no interior de São Paulo, Betto chegou a São Paulo em 1991 e, à época, trabalhou na Vila Madalena, na zona oeste da cidade. Onze anos após a mudança, ele foi morar no Alto de Pinheiros, onde vivia havia 22 anos.
Em suas redes sociais, Betto dizia que sua profissão era uma espécie de “hobby remunerado”. Ele foi descrito em uma publicação como “um cara que ama ver o sorriso no rosto das pessoas” e que encontrou na profissão uma “forma de produzir tais sorrisos com sua criatividade, empenho e paciência”.