Vereadores de Nova Olinda Ignoram TCE-PB e Aprovam Contas Reprovadas do Ex-Prefeito Diogo Richelli
A Câmara Municipal de Nova Olinda, no Vale do Piancó, protagonizou um dos episódios mais controversos da política local ao aprovar, nesta quinta-feira (4/12), as contas do ex-prefeito Diogo Richelli referentes ao exercício de 2021 — mesmo após elas terem sido reprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB) por diversas irregularidades.
A decisão contraria diretamente o parecer técnico da corte, elaborado por especialistas e baseado em análises detalhadas da administração municipal. Ainda assim, a maioria dos vereadores optou por ignorar o órgão fiscalizador e seguir por um caminho estritamente político.
Quem votou a favor das contas reprovadas pelo TCE-PB
Seis vereadores decidiram se posicionar contra o parecer técnico e a favor do ex-prefeito Diogo Richelli:
• Dr. Valter Gonzaga – da própria base do atual prefeito, indo na contramão de qualquer coerência administrativa;
• Cosmo Silva
• Neto Coloral
• Theo Sarafim
• Kauan Simão
• Cristovão Fernandes
Ao votar pela aprovação das contas rejeitadas, esses parlamentares assumem responsabilidade política e histórica por validar irregularidades apontadas pelo TCE e enfraquecer o papel fiscalizador da Câmara Municipal.
Abstenção
• Tião de Braz preferiu se abster, evitando assumir posição clara diante de uma decisão que exige responsabilidade e compromisso com o interesse público.
Votos pela legalidade
Apenas dois vereadores votaram alinhados com o Tribunal de Contas, defendendo a fiscalização e o uso correto dos recursos públicos:
- Cássio de Divani
- Marçal David.
- Ambos acompanharam o parecer do TCE e votaram pela reprovação das contas.
Um dia marcante — e negativo — para a política de Nova Olinda
A sessão desta quinta-feira já pode ser considerada um marco triste na história política do município. Um dia em que a maioria dos vereadores decidiu ignorar os técnicos, ignorar o TCE e, principalmente, ignorar o povo, optando por proteger um gestor cujas contas já haviam sido condenadas por irregularidades.