O Ministério Público Eleitoral (MPE) reforçou o pedido para que o Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) indefira o registro de candidatura do ex-prefeito de Cabedelo, Vitor Hugo Peixoto Castelliano, nas eleições de 2026. Em nova manifestação apresentada à Corte, a Procuradoria Regional Eleitoral contestou os argumentos da defesa e defendeu que não há motivos para afastar as provas reunidas durante as investigações.
No documento, o MPE rebate as alegações de irregularidades na obtenção e no compartilhamento de provas, afirmando que o conjunto probatório é legítimo e suficiente para análise da Justiça Eleitoral. Segundo a Procuradoria, documentos, movimentações financeiras e depoimentos apontam, de forma convergente, para um suposto vínculo consciente entre a estrutura política do candidato e uma organização criminosa investigada.
O órgão ministerial também sustenta que a Ação de Impugnação de Registro de Candidatura (AIRC) não cria uma nova hipótese de inelegibilidade e que o julgamento do registro independe da existência de condenação criminal definitiva. Para o MPE, a análise eleitoral possui natureza própria e pode considerar os elementos constantes nos autos para verificar eventual impedimento constitucional à candidatura.
Ao final da manifestação, a Procuradoria Regional Eleitoral solicitou ao relator do processo, juiz Kéops de Vasconcelos Amaral Vieira Pires, que rejeite as preliminares apresentadas pela defesa e mantenha o pedido de indeferimento definitivo do registro de candidatura de Vitor Hugo.
O processo segue em tramitação no TRE-PB, que deverá apreciar tanto os argumentos da defesa quanto a manifestação do Ministério Público antes de decidir sobre a participação do ex-prefeito no pleito deste ano.
